A era da Autenticidade (Finalmente!)

Em tempos de abundância de escolhas, nós consumidores nos tornamos mais exigentes e menos passivos, somos agora atraídos por marcas que possuem identidades que engajam,  propósito e o compromisso de entregar suas promessas.

Ser autêntico é requisito. Ser autêntico é ser exatamente quem você é. Sem máscaras, falsas promessas ou demagogias.

Nós não consumimos mais qualquer tipo de estória ou publicidade. Nós não nos engajamos mais de forma leviana e, com a era digital (e principalmente com as mídias sociais), conseguimos questionar e pesquisar a fundo mais sobre cada marca. As empresas então rebolam para se adaptar internamente e adaptar a sua comunicação de forma a conquistar seus consumidores.

Autenticidade não se cria. Uma marca autêntica é uma pessoa real ou um grupo de pessoas realmente se comunicando e vivendo como essa tal marca, de acordo com sua essência e identidade. Não se trata de uma persona corporativa.

Com a chegada dos Millenials e a geração ainda mais nova, se não houver transparência e verdade, negócios estão fadados ao fracasso ou, ao menos, à mediocridade.

Da mesma forma, estarão os profissionais. O mundo digital permitiu a abertura das fronteiras, aumentando a oferta e a competitividade. Assim como as empresas estão sendo exigidas e questionadas, assim também estaremos nós, como pessoas e profissionais (inclusive, essa linha que separa esses dois lados é cada vez mais tênue e tende a desaparecer – vide como nós Millenials fazemos negócios e nos expomos nas redes). Enfim, nós como gestores de nossas próprias carreiras, também seremos vistos como marcas.  Ou seja, em um mundo de relações mais fluidas e sem barreiras, nossa marca pessoal é fator vital para permanecer relevante na mente dos nossos clientes ou parceiros. E, mais ainda, uma marca autêntica terá alto potencial de sucesso.

 As empresas perceberam que a relação com quem interage com ela não é mais imposta e, sim, participativa. Essa relação exige trocas, feedbacks, transparência e conteúdo relevante. Elas não mais ditam o mercado, elas colaboram com ela.

O mercado caminha para relações mais horizontais, com colaboradores em vez de funcionários, com freelancers, empreendedores e autônomos oferecendo seus melhores serviços em determinado nicho. E para aqueles que são e serão funcionários, acumularão experiências em diversas áreas e não em uma, mas em 10 ou 20 empresas durante a sua carreira. O que permanecerá durante todas essas mudanças e flutuações? A sua marca pessoal, a sua reputação.

E, ainda, com o mercado caminhando para a valorização da transparência e verdade, desmanchando os padrões hoje tão bem enraizados da sociedade, para que você como marca permaneça conectado de forma relevante será necessário ser autêntico. Comece a perceber nos comerciais, na publicidade, campanhas políticas e redes sociais. Todos esses canais tem em comum a intolerância ao inautêntico.

É fácil ser autêntico? Não. É necessário buscar em seu interior o que o faz único, a sua essência e seguir os seus instintos. Sem medo do julgamento, sem medo do outro e suas críticas.

Mas não é impossível. Você aprende com a prática. E com a busca pelo aprendizado constante e autoconhecimento.

Enfim, autenticidade.

Essa pequena reflexão em forma de texto foi para reforçar o título: Essa é a era da Autenticidade. Finalmente!

E do investimento na gestão da sua marca pessoal.

“The authentic self is the soul made visible” – Sarah Ban Breathnach

“The most exhausting thing you can do is to be inauthentic” – Anne Morrow Lindberg


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