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Personal Branding: Não à produtização da sua image...

Personal Branding: Não à produtização da sua imagem.

Eu um dos meus textos há quase dois anos eu dizia sobre Personal Branding ainda não ser moda. Acompanhei o mercado durante esse tempo e agora mais e mais profissionais se especializam e surgem como estrategistas em marcas pessoais. Está aí, o mercado está se formando. O que é ótimo para quebrar barreiras, ampliar possibilidades e para atrair novas oportunidades para quem está no meio.

Entretanto, como todo “novo” termo, a definição do que se trata o serviço, por ser uma nova profissão em um mercado livre, dependerá dos profissionais que tiverem alcance e voz, e da mensagem que eles emitirem para o Mercado.

Assim como o Branding é muitas vezes associado apenas à identidade visual de uma empresa, o Personal Branding muitas vezes é associado erroneamente apenas à imagem de uma pessoa, seja na sua maneira de vestir ou na maneira de comunicar-se nas redes sociais. Além disso, com a moda do “fast food” de serviços para torná-los mais rápidos e escaláveis algumas fórmulas ou receitas para esse trabalho surgirão em breve.

Claro, em um mundo com tanta oferta e competição é preciso articular de maneira clara a sua oferta de serviço. Pode ser também parte da sua estratégia alcançar e ajudar mais pessoais no tema e para isso você poderá pensar em colocar sua oferta em pacotinhos e otimizar o seu processo. O quanto você personalizará ou não e de que forma irá escalar ou não a sua oferta faz parte da estratégia de um negócio.

Entretanto, aqui falamos de marcas de indivíduos. Mesmo que sua empresa seja uma EUpresa existe uma grande diferença entre produtizar uma oferta de serviço e transformar você em um produto.

Infelizmente, o que começo a observar nas redes é a robotização de comportamentos, a padronização de mensagens e falas e o excesso da exposição de algumas marcas pessoais (pior ainda, muita fala para pouco protagonismo).

Mas ora, essa não deveria ser a era da autenticidade? Da valorização do que é diferente? E não são exatamente esses dois fatores essenciais para o conceito de Personal Branding?

Sim. Mas o mercado nem sempre se movimenta para a direção desejada e muitas vezes vai por caminhos mais fáceis.

Posts de motivação, palavras bonitas como conteúdo ou ter 10k seguidores no seu Instagram não deve ser a promessa de resultado de nenhum trabalho nessa área. O mesmo vale para a gestão das suas redes sociais, que não deve ser a promessa de uma entrega chave do trabalho como estrategista em branding ou em personal branding.

Talvez você queira investir na gestão das suas redes sociais como plano de ação da sua marca, aumentar o engajamento, etc. Então pode ser que faça sentido trabalhar o seu plano de marketing digital como estratégia da sua comunicação, formatar o seu conteúdo, definir objetivos, métricas, monitorar, etc. Este pode ser um trabalho posterior e complementar para o seu plano de ação. Ou não. Mas não é o principal foco da gestão de uma marca pessoal.

Leia: Como anda o seu investimento no mundo offline

Tratar e investir apenas na imagem e não na sua identidade, na sua promessa para o outro (aqui não só uma promessa de serviços, mas como ser humano ou cidadão),  na sua visão, nas suas metas, no foco na entrega de resultados e no seu desenvolvimento pessoal – pode ser o primeiro passo para uma crise de reputação (vide empreendedores de palco) ou para a desvalorização de uma marca, como consequência da saturação de exposição vazia (vide garoto das Casas Bahia, a mulher da propaganda da Trivago  ou o conhecido arroz de festa que todos nós conhecemos)

O Personal Branding não surge com o propósito narcisista, mas tem como foco o OUTRO. De que forma você entrega consistentemente o seu valor para o OUTRO. Claro, ter maior visibilidade para a sua marca alcançar o que quer alcançar e se fixar na mente do seu público alvo faz parte sim do processo. Claro, investir na sua imagem e deixá-la atraente e consistente com o seu posicionamento faz parte sim do processo. Mas em nenhum momento envolve ou apoia a comunicaçao vazia ou o excesso de exposição.

O segredo de marcas fortes está na genuidade e na autenticidade. E a produtização de marcas pessoais, além enfatizar a superficialidade, vai contrário a toda essa lógica. Além disso, o engajamento do seu público também será inversamente proporcional.

Vá mais a fundo em suas propostas, comunique-se com intenção, ou melhor, faça com intenção.  Saia da superficialidade, do ego da autopromoção ou da passividade de consumir e não produzir.

Personal Branding é sobre ser referência, benchmark do seu próprio nicho, thought leader para o seu público. E cada um de nós pode prover isso simplesmente pelo fato de que cada um de nós temos uma bagagem e identidade únicos.

Estamos na era da autenticidade e não da produção em massa. Por que você pensará em ser um produto?

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