CASE Marca Pessoal: O que Podemos Aprender com Caito Maia, Dono de uma das Maiores Marcas de Óculos do Mundo

Ele é o dono de uma das maiores marcas de óculos no mundo: a Chilli Beans.

Com esse atestado de realização, a marca Caito Maia se posiciona entre os grandes empreendedores brasileiros do mercado tradicional.

A marca é a líder de óculos no mercado nacional, com uma rede com 804 lojas franqueadas em nove países e faturamento de 700 milhões de reais.

E além de cuidar da marca Chilli Beans (aliás, ele sempre menciona a importância de criar uma marca e não apenas uma empresa), Caito provavelmente tem clareza da importância da sua marca pessoal. E, sim, a gestão dela tem sido bem feita. 

 

Storytelling

Eu gosto sempre de reforçar: A história nunca vem antes da entrega de valor.

A importância de uma história e a atenção do outro a ela é diretamente proporcional à entrega de valor da marca ao outro.

Claro, é preciso ter clareza de onde viemos e qual foi a nossa jornada – ela diz muito sobre quem somos e molda a percepção sobre nós mesmos. E é preciso também saber contá-la: porque a nossa história cria sentido para o outro e pode gerar identificação do nosso público com quem somos.

Mas o storytelling pelo storytelling, apesar de supervalorizado, não diz muito se não houver a entrega de valor. Ou seja, se o que Caito realizou nunca tivesse acontecido, o seu storytelling seria indiferente para a maioria de nós.

A jornada do herói

Um cara normal, não tão talentoso (segundo o próprio), que poderia ter seguido a carreira na música, se viu por necessidade empreendendo informalmente ao vender óculos trazido dos EUA aos amigos. Cresceu a empresa, quebrou por não ter experiência em administração, teve que recomeçar a sua jornada, optar novamente entre ser músico e empreender, para então iniciar sua jornada ao sucesso com a criação da Chilli Beans.

É essa a história – real – contada por Caito Maia (que na verdade se chama Antônio Gomes Pereira Filho)

História que é atrativa e valorizada por muitos dos empreendedores, que também estão em suas buscas pelo sucesso e veem no Caito uma inspiração para seguirem em frente.

 

Liderança

O nome de Caito é ligado não só ao sucesso de sua empresa, mas também por inovar e ditar a mudança de todo um setor. Por isso, é visto como referência – característica de marcas pessoais fortes –  por muitos empresários na área.

O empreendedor trouxe um novo conceito de comercialização de óculos escuros: ao exibi-los de forma mais livre, permitindo que pudessem ser tocados e experimentados pelos consumidores, quase como um self-service.

Além disso, também inovou ao levar o conceito dos acessórios próximo ao mundo da moda, lançando uma coleção diferente a cada 45 dias.

 

Com personalidade

Espirituoso, direto ao ponto, intencional em suas aparições e, digamos, um pouco excêntrico.

São as características que saltam aos olhos daqueles que o acompanham de perto ou na mídia.

Caito é colecionador de temperos – possui mais de mil exemplares coletados no mundo todo. É fã de rock and roll – além do seu passado como músico, podemos vê-lo vestindo camisas de suas bandas favoritas (o que acaba também inspirando os colaboradores da empresa a fazerem o mesmo). É também de certa forma supersticioso: na escolha do nome da marca, queria uma um nome com 11 letras.

Em sua mesa, é possível encontrar um toque do que representa a sua excentricidade: um plaquinha com os dizeres “insane motherfucker, um buda Dourado, um cachorro cor-de-rosa de porcelana, um abajur em forma de uma metralhadora de plástico, um São Judas Tadeu dourado e uma foto de David Bowie.

Ter personalidade e deixá-la evidente, é o que torna uma marca atrativa (seja a sua própria ou a da empresa).

É não pedir licença ou desculpas por ser quem é – mas sempre com respeito ao outro, claro.

Você pode se identificar ou não com os seus gostos pessoais. Mas o fato é que Caito tem personalidade e o fato de expor quem realmente é, é atrativo aos olhos de todos nós. Mesmo que não tenhamos as mesmas preferências.

Caito sabe trabalhar a experiência que quer proporcionar no contato com a sua marca pessoal, seja durante a trabalhada aparição como líder nas lojas da sua empresa ou na atenção dada ao escutar a história de um empreendedor no programa Shark Tank.

 

Unidade

O que uma marca é para o público externo, ela também deve ser para o seu público interno. Ou seja, Caito é a mesma pessoa nos palcos ou dentro da empresa com os seus funcionários.

E é a unidade e a coerência que tornam uma marca imune às desconfianças e às crises de imagem. É preciso ser verdadeiro. Ou a mega exposição invariavelmente apontará uma ou outra incoerência, aqui ou ali. E a reputação construída em anos, pode desfazer-se.

 

Verdade

A paixão, o brilho nos olhos, a coerência e a intenção em seus discursos faz com que paremos para prestar atenção.

A verdade de uma marca, pessoal ou de empresa, deve ser sentida. Em ações ou em palavras. E Caito a demonstra consistentemente.

 

Toque visual

A imagem é um complemento da marca e o primeiro ponto de contato a que somos expostos. A consistência visual nos ajuda a memorizá-la.

Caito sabe explorá-la e pode ser frequentemente visto com seu figurino rock and roll, nas camisas estampadas com as bandas preferidas ou com o seu colete e gravata. Como complemento, sempre posando com o icônico gesto com as mãos também rock and Roll:

 

(fonte: Instagram Caito Maia)

 

O que a marca Caito defende

Uma marca forte deve ser capaz de fazer o seu público reconhecer o que defende, pelo que luta, qual o significado maior de sua existência.

Em suas entrevistas, Caito deixa claro com que se importa e no que acredita:

  • Disciplina

“Tem que ter paciência, ser insistente, porque as coisas não vão acontecer da noite para o dia”

“O cara com disciplina faz o que ele quiser. O cara com talento assustador e zero disciplina não consegue fazer nada”

 

  • Orgulho de ser brasileiro

“É muito fácil falar: vou embora do Brasil. Nós precisamos das cabeças boas nesse país para nos ajudar a fazer esse país acontecer”

“Quando perguntam sobre inspiração para um brasileiro, os nomes mais lembrados são os de Steve Jobs, Bill Gates, a turma do Vale do Silício etc. Pô, temos um puta case de sucesso aqui (ele menciona O Boticário) no Brasil, uma botica que virou a maior franquia do mundo, e vou ficar pagando pau pra gringo? Ah, faz favor”

 

  • Colaboração e habilidade em ouvir

“Existem pessoas que trabalham comigo há mais de 15 anos (…) Eu só estou onde estou por conta dessas pessoas. Elas me ajudaram a fazer isso e sempre foi assim. Tentei criar um ambiente participativo, colocar todo mundo no mesmo ambiente e decidimos juntos”

“Tendo a humildade de admitir que eu não era competente para fazer várias coisas. Várias vezes investi dinheiro em salários que eu não podia pagar para trazer pessoas experientes”

“Por maior que você seja, você tem muito o que aprender. Em time em que está ganhando, se mexe”

 

  • Paixão ao empreender

“Empreender é ter prazer, é fomentar a sua circunferência, ter brilho nos olhos”

 

Visibilidade

Além das tradicionais aparições nos veículos de mídia, Caito agora tem a oportunidade de sentar em uma das cadeiras como investidor no Shark Tank e aumentar ainda mais o seu alcance. A marca que antes já era reconhecida no meio dos negócios agora terá a oportunidade de influenciar milhões de pessoas no país com a sua verdade, personalidade e suas ideias.

 

Sorte a nossa de ter um case como Caito Maia para trazer ainda mais inspiração. Concordam? 

 

 

Fonte dos trechos das entrevistas:

UOL Líderes

Quem é Caito Maia, o cara que revolucionou o mercado com a Chilli Beans

O Empreendedor tem que ser Insistente 

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