Você sofre da Síndrome do Objeto Brilhante? 7 dicas para evitá-la

Somos criativos. Vemos oportunidades de melhorar algo ou resolver um problema a cada esquina. E cada uma delas pode nos parecer a próxima oportunidade das nossas vidas.

Talvez alguém tenha te proposto uma nova parceria tentadora. Ou então um amigo te convidou a criar esse novo projeto a partir de uma ideia inovadora e que “quase ninguém está fazendo”.

Ou talvez você mesmo tenha visto uma ação que o seu “concorrente” está fazendo nas redes sociais e sente que também precisa fazer o mesmo. AGORA.  

Ofertas tentadoras como essas surgem a todo momento na era dos estímulos. E esses estímulos – novidades, ideias inovadoras, novas ferramentas – são os objetos brilhantes da atualidade.

 

Nem tudo que reluz é ouro

Se estamos a todo momento dizendo ‘sim’ a essas oportunidades imperdíveis, provavelmente estamos dizendo ‘não’ ao que é importante ser feito, para que então sejamos bem sucedidos de acordo com o caminho que traçamos.

E é disso que se trata a Síndrome do Objeto Brilhante.

Ser constantemente distraído com o que é excitantemente novo e mudar de direção a cada nova ideia.

É como uma criança que se empolga ao ver um chacoalho brilhante, mas que logo em seguida cansa e se vira para pegar outro brinquedo barulhento.

 

Síndrome x Ser Referência 

Ao sofrer dessa Síndrome, nós nunca terminamos o que começamos. Já que ir até o fim exige tempo – e talvez não seja tão excitante quanto começar algo novo.

Mas com o tempo, ficamos frustrados já que aquele nosso grande projeto nunca foi para frente.

Ao sofrer da Síndrome, também não temos a oportunidade de ser referência no que fazemos.

Estamos com muita coisa em nossos pratos. E equilibrá-los nos toma muita energia. Energia que poderia ser investida em nos tornamos excelentes no que fazemos.

E é a excelência que nos diferencia e nos faz chegar aonde queremos chegar sendo referências no que fazemos.

Todos nós sofremos da Síndrome, em maior ou menor grau.

Já me peguei mudando de direção várias vezes. Ou ansiosa por querer fazer algo diferente, só porque era novidade ou porque alguém me disse que era melhor.  

Com diversos canais e possibilidades de ações de marketing, muitas vezes também nos perdemos ao focar nas táticas e deixar de lado os fundamentos, os princípios, a estratégia. E é a estratégia que nos mantém firmes, já que uma vez definida, é preciso ser executada. Sem distrações.

 

Mas então, como lidar com a Síndrome?

 

Aqui alguns pontos que eu tenho sempre em mente:

1) Coloque no papel

Sempre teremos novas ideias. A diferença entre ceder ou não à Síndrome é o que fazemos com elas e em que momento fazemos.

Sabe o que ajuda? Ter um bloco para as novas ideias. Um caderno, uma pasta – ou um quadro do Trello – para tudo aquilo que pode ser o seu próximo novo projeto de sucesso.

Você pode também criar uma linha do tempo, como um roadmap, para alocá-los de acordo com o momento ideal e mais estratégico para você.

 

2) O que é bom pra mim não é necessariamente bom pra você

A não ser que tenhamos os mesmos objetivos de vida, de negócio, a mesma missão, o mesmo valor entregue e a mesma identidade, valores e princípios.

São muitas variáveis para nos compararmos né?

Por isso, antes de avaliar o que o outro está fazendo ou adotar a opinião de alguém que não tem acesso à sua estratégia é preciso avaliar:

  • Eu realmente preciso disso?
  • Essa ação adiciona algum valor ao que eu tenho feito ou para alcançar os meus resultados desejados?
  • Essa ação combina com a minha marca e com a minha mensagem?

 

3) Novo não é sinônimo de melhor

Sim, temos que estar atentos às tendências e ao futuro. Mas nem tudo que é novo precisa ser aplicado.

Apesar de gostarmos de novidades, nós receamos a mudança.

E se a cada momento mudamos a sua oferta ou mesmo a sua comunicação, pode ser que o nosso público tenha mais resistência do que disposição em nos acompanharmos e a confiarmos em nós.

Ou não é verdade que nos sentimos desconfortáveis quando aquela ferramenta ou rede social que tanto utilizamos muda as suas funcionalidades ou a forma como navegamos nela? Ou mesmo estranhamos quando uma logo de uma empresa muda ou a ambientação daquele lugar que tanto frequentamos não é mais a mesma?

Claro, mudar e adaptar-se é preciso. Mas se implementarmos todas as novidades que surgem no mercado, teremos dificuldade em mostrar a nossa essência e o que realmente é importante.

 

4) Pare e respire

Eu fico animada com novas ideias! Eu tenho na gaveta alguns projetos que um dia quero colocá-los em prática.

Colegas e amigos me fazem algumas propostas super interessantes.

Mas, por mais animada que eu fique, eu sempre levo a ideia para a casa e a deixo em banho-maria (um novo termo no vocabulário – pra quem me acompanha no instagram vai me entender rs).

Depois de um tempo eu volto e me pergunto: Faz sentido para o que eu busco? Por que sim? Por que não?

 

5) Decisões importantes não são feitas todos os dias

Se tomamos decisões importantes todos os dias, pode ser que a estratégia não esteja bem definida. Decisões cruciais para a nossa marca pessoal, por exemplo, quando bem estabelecidas, podem ser colocadas em prática de forma relevante e com consistência. 

 

6) Veja novas ideias com o olhar de longo prazo

Mesmo estando em um mercado cada vez mais mutável e dinâmico, confiamos naquilo que é sólido. Que tem fundamentos, é embasado e entrega uma proposta que realmente traz algum benefício. E isso não é construído de um dia para o outro. E o que é excelente e se diferencia também não.

Eu sempre me lembro de que tudo isso que eu faço é uma maratona, não uma corrida de 100m.

 

7) Tenha o seu porque em mente

Por que você faz o que você faz? Por que está nessa jornada? Por que você decidiu investir nesse caminho e não em outro?

Ter essas respostas em mente ou no papel, nos ajudam a voltar aos trilhos em momentos de devaneios e de sonhos acordados (sempre bom, mas é importante ir, voltar e focar).

E ter o porque em mente nos lembra da nossa principal razão de estarmos fazendo o que estamos fazendo e, em momentos de desmotivação, nos ajudam a continuar no caminho.

 

A Síndrome do Objeto Brilhante é o novo inimigo da excelência e da consistência, fatores fundamentais para sermos ainda mais relevantes e nos destacarmos no mercado atual.

Então, é sempre bom ter em mente: nem tudo que reluz é ouro né?

 

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