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Personal Branding (ou gestão de marca pessoal) é a chave para os profissionais do futuro

É o que diz pesquisa realizada em 2010, pela Kelly Global Workforce Index, que entrevistou cerca de 134.000 pessoas em 29 países na América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.

Ao tomar o controle de suas carreiras, uma marca pessoal forte torna-se crítica para os indivíduos para ajudar a diferenciar-se e ganhar um futuro emprego. Muitas pessoas agora estão abraçando a ideia de operar como “agentes livres”, e aceitar a responsabilidade por gerenciar suas próprias carreiras, aumentando suas possibilidades de comercialização.

Voltando ao passado, evoluímos da transação comercial um a um, olho no olho, para a produção e consumo em massa.

Da mesma forma em que produtos se tornaram padronizados e disponíveis em maior quantidade, observamos também a padronização da mão de obra para aquelas fábricas. Como peças, trabalhadores se alocavam em suas funções operárias e seguiam conforme o script para que tudo fosse feito de maneira padrão. Não era aceitável sair da linha, ou as coisas não funcionavam. Coitado daqueles que quisessem ser originais ou um pouquinho mais criativos no trabalho.

Peças que se encaixam, padrões, uniformes. Durante muito tempo foi (ou ainda é) o que prevaleceu. O mesmo posso dizer para a educação que, com a lógica de produção em massa, pode, porventura, também ter nos formado.

Não é de se assustar que muitos possuem dificuldade ou não se permitem ser diferentes, se posicionar ou chamar atenção para si. Seja por meio de atitudes, imagem ou comunicação. Sempre foi mais confortável estar por trás de uma instituição ou uma marca.

Leia também: Porque você deve ser corajoso o suficiente para investir em sua marca pessoal

Entretanto, o cenário vem mudando. Com a nova geração de profissionais, que se formou ou nasceu junto à revolução digital, o que observamos é o poder e a voz que a internet nos deu. Essa voz nos permitiu não mais só observar e consumir de forma passiva, mas a questionar, opinar e até mesmo produzir. Agora também produzimos e, se produzimos, também entregamos valor. E esse valor pode ser comercializado.

Por outro lado, a internet nos tornou global e nos deu mais acesso a produtos e serviços, assim como a soluções que aperfeiçoaram ou eliminaram diversas funções de trabalho. Veio também a overdose de informações, opções, escolhas, o que aumentou a concorrência direta e indireta. Agora tanto para empresas quanto para pessoas é necessário diferenciar-se e a comunicar melhor para ser lembrado, em meio a tantas opções.

Passar despercebido pode ter um preço alto para nós profissionais.

A nova geração não quer se encaixar, quer colaborar. Quer utilizar o que tem de melhor e potencializar essas habilidades em seu trabalho ou em seus negócios, ao invés de tentar se encaixar em funções que não são naturais para ele. São autênticos por natureza.

E assim, a lógica de mercado e sociedade tende a acompanhar essa novo comportamento. O profissional do futuro tende a atuar como agente livre em colaboração a diversos outros agentes para juntos construir uma empresa ou exercer uma função para outra instituição.

Como agentes livres, terão a necessidade de “vender” o seu valor único e a se posicionar para conquistar seu mercado. Além de gerenciar os diversos e cada vez mais numerosos canais digitais e redes sociais.

O profissional do futuro estará mais atento à gestão de marca pessoal, que possibilitará conquistar credibilidade e confiança de seus “consumidores” proporcionando sempre uma experiência única a todos que interagirem com ele, seja de maneira presencial ou online. A preocupação com a autenticidade e a consistência de suas conexões será grande e estas características serão fundamentais para a construção de um futuro profissional no modo “voo solo”.


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